sexta-feira , 19 outubro 2018
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Suspeito de atropelar e matar avó e netos na Zona Oeste é identificado e conduzido à delegacia no Rio Mas atropelador não deve ficar preso

Foto: Agência O Globo e Divulgação

O motorista de aplicativo Elson José Meneses da Silva, de 55 anos, foi identificado, nesta quinta-feira, pela Polícia Civil como o suspeito de atropelar e matar Míriam de Moura, de 60 anos, e os dois netos, Raphael, de 5 anos, e Kaio, de 7, quando saíam de uma igreja em Sulacap, na Zona Oeste, na semana passada. A idosa e seus netos foram atingidos na Estrada do Catonho, altura do número 1.284. Meneses foi conduzido para a 33ª DP (Realengo).

 Foto: Agência O Globo e Divulgação
Foto: Agência O Globo e Divulgação

Segundo a Polícia Civil, Meneses — que é aposentado e trabalha como motorista de aplicativo — foi identificado após uma semana de análises de câmeras de segurança do entorno de onde aconteceu o atropelamento. Depois de identificar o modelo do veículo que o aposentado dirigia, um Renault Logan, os policiais receberam a denúncia de que um carro do mesmo modelo estava em uma oficina mecânica em Senador Camará, também na Zona Oeste da cidade.

No local, de acordo com o delegado da 33ª DP, Roberto Ramos, Meneses mentiu sobre o motivo dos danos ao automóvel. Ele disse que o carro havia sido atingido por um caminhão, e não que ele havia atropelado uma pessoa. O delegado conta que, ao chegar no mecânico, o veículo já estava desmontado.

— O carro foi encontrado já desmontado no mecânico, no entanto, a perícia foi feita e é (o carro) compatível com o atropelamento. O motorista será indiciado, mas, de acordo com a legislação, poderá responder em liberdade — contou.

No dia em que atropelou Miriam e os netos, Meneses acabava de fazer uma viagem. Elson prestou depoimento, nesta quinta-feira, e foi liberado. Ele vai responder o processo em liberdade.

— Fiquei com medo de ser linchado. Era de noite, estava escuro. Eu não estava a uma velocidade tão alta. Estava a cerca de 60 quilômetros, e também não vi as crianças. Só vi um vulto. Achei que era só uma pessoa — contou Meneses.

O aposentado vai responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e fraude processual, por tentar fazer com que o veículo não fosse descoberto.

Cerca de 300 pessoas participaram do enterro de Míriam e de seus netos Raphael e Kaio no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, no fim da manhã de sábado, 15. Os três foram atropelados na noite da quinta-feira, em Sulacap.

Moradores se queixam que os motoristas passam em alta velocidade pela estrada, cujo limite é de 70 km/h, e fizeram um protesto nesta manhã pedindo segurança para a via. A Secretaria de Conservação e a CET-Rio informaram que iriam ao local. A Seconserva para averiguar o asfalto, e a CET-Rio para verificar a possibilidade de instalação de radares e sinais de trânsito.

‘Isso é a minha ferida eterna, ninguém vai tirar de mim’

Durante o sepultamento de Miriam, o pai das crianças passou mal e precisou sair carregado. Já a mãe dos meninos e filha de Míriam, Thamires Moura Silva, de 27 anos, disse que esperava a prisão do motorista que atropelou e matou os três.

— Eu sinto muito pela minha mãe, mas ela viveu tudo o que tinha que viver, mas meus filhos não. Isso é a minha ferida eterna, ninguém vai tirar essa dor de mim. A vida não vai fechar esse capítulo. Perdoar eu não vão perdoar. Eu não sou Deus para perdoar ninguém. Eu só quero que a Justiça seja feita.

Thamires:
Thamires: “Ele acabou com a minha família” Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Emocionada, ela contou que a última lembrança dos filhos foi o beijo que recebeu deles, um em cada lado da bochecha, e disseram que a amavam.

Fonte Jornal Extra

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