sexta-feira , 19 outubro 2018
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Caminhões estão liberados para carga e descarga Por decreto prefeitura libera a livre circulação de caminhões na cidade

Caminhões estão liberados para carga e descarga | Foto do leitor Renato Cordeiro

Decreto do prefeito Marcelo Crivella publicado no Diário Oficial do município desta terça-feira suspende pelos próximos 20 dias as restrições a entrada e circulação de veículos de carga na cidade. A medida, segundo o texto, é em decorrência da paralisação nacional dos camimnhoneiros que já dura nove dias e “considerando a urgência do reabastecimento e o risco de perecimento de bens, produitos e gêneros de primeira necessidade no município”.

Caminhoneiros já reivindicavam o fim das restrições | Foto Divulgação
Caminhoneiros já reivindicavam o fim das restrições | Foto Divulgação

“Ficam suspensas, do dia 29 de maio até o dia 17 de junho do corrente ano, as restrições de entrada e circulação de veículos de carga, assim como a proibição da operação de carga e descarga, previstas nos Decretos nº 42.272, de 20 de setembro de 2016, que dispõe sobre horário de circulação de veículos de carga e operação de carga e descarga, e dá outras providências e nº 43970, de 17 de novembro de 2017, que Altera o Decreto nº 42.272, de 20 de setembro de 2016, que dispõe sobre horário de circulação de veículos de carga e operação de carga e descarga, e dá outras providências”, diz o texto.

Caminhoneiros do Rio de Janeiro já viam reivindicando a livre circulação de caminhões pela cidade, assista ao vídeo

Pelas regras municipais que foram suspensas, a orla da Zona Sul da cidade e vias como as avenidas Maracanã, Radial Oeste e Dom Helder Câmara, na Zona Norte, fazem parte das áreas de restrição e nos dias úteis deveriam estar livres de veículos pesados das 6h às 10h e das 17h às 21h.

NORMALIZAÇÃO DO FORNECIMENTO DE PRODUTOS

A prefeitura atendeu a um pedido da Fecomércio RJ, que teve como objetivo facilitar a normalização do fornecimento de produtos fundamentais à população carioca, já que o comércio na cidade sofre com o desabastecimento. “Mesmo com o anúncio do fim da greve feito pelo governo, a retomada dos serviços não será imediata, e é preciso os produtos cheguem o quanto antes para os consumidores”, afirmou, em nota, Antonio Florêncio de Queiroz Júnior, presidente da entidade.

A Fecomércio RJ estima que os prejuízos causados ao setor pela paralisação dos caminhoneiros giram em torno de R$ 1 bilhão por dia no estado. Além desses prejuízos com o desabastecimento do comércio, provocado pelos bloqueios, a interrupção no fornecimento de combustíveis gerou também impactos secundários no faturamento do comércio e dos serviços. De acordo com a federação, os reflexos negativos cresceram ao longo dos últimos dias, com a grande dificuldade de movimentação de parte da população, que deixou de trabalhar, prestar serviços e/ou consumir, provocando um efeito em cadeia.

A medida atende a um pedido da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado), que tem como objetivo “facilitar a normalização do fornecimento de produtos fundamentais à população, tendo em vista que o comércio na cidade já sofre com o desabastecimento”, conforme informou a nota da federação.

Antes da liberação, veículos pesados, como os caminhões de carga, tinham restrições de circulação, por exemplo, em ruas da Zona Portuária,em dias úteis, das 6h às 21h, com intuito de melhorar a mobilidade urbana e reduzir o impacto do fluxo intenso de veículos neste período. Por ora, no entanto, a proibição segue suspensa, até que a situação seja normalizada.

“É preciso os produtos cheguem o quanto antes para os consumidores”, afirma Antonio Florêncio de Queiroz Júnior, presidente da Fecomércio-RJ.

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